Terapia com Animais 02/03/2015

 

TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS – PROJETO AMIGO BICHO

Drª Andressa Chodur - CREFITO 8 – 8956/TO – terapeuta ocupacional – mestre em comportamento motor e cinoterapeuta
 A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma intervenção dirigida por objetivos, na qual os animais obedecem a critérios específicos. As sessões de TAA são coordenadas por um profissional da área da saúde, com conhecimentos especializados no âmbito da prática da sua profissão.

            Cada sessão é projetada para promover o bem-estar físico, social, emocional e/ou o funcionamento cognitivo de indivíduos ou grupos, sendo uma intervenção devidamente planeada e avaliada. 

            Os animais podem ser incorporados num conjunto de programas que promovam a melhoria de estados físicos e psíquicos em diferentes áreas: emocional, social, cognitiva, comportamental e psicomotricidade.             Especificamente, podem contribuir para atingir objetivos que visem desenvolver a capacidade de regular as emoções, aumentar interações verbais do sujeito e do grupo, estimular a participação e as interações dos indivíduos, melhorar as habilidades motoras finas e o equilíbrio, estimular as funções cognitivas (memória, atenção concentração, linguagem, pensamento), aumentar a autoestima, reduzir a ansiedade, minimizar a solidão, contribuir positivamente para trabalhar a memória a longo e curto prazo, etc. 

            Segundo Couto (2007) em Portugal, a TAA começa a ser uma aposta forte, aplicada, por exemplo, em crianças com autismo ou a Síndrome de Down, e no acompanhamento de idosos e adultos com problemas diversos: funcionais, motores, psicológicos, de imunidade, cardíacos, entre outros.

            A Terapia Assistida por Animais direcionada para pacientes com Doença de Parkinson, realizada na Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo, em parceria com o Projeto Amigo Bicho, é pioneira no Brasil. Esta terapia é oferecida na APPP desde 2007. Os encontros são mensais e duram 1 hora. A sessão é supervisionada por uma terapeuta ocupacional e cinoterapeuta (especialista em terapia assistida por animais). Cada voluntário do Projeto leva e comanda seu cão. Todos os cães passam previamente por avaliação clínica e comportamental.

            Cada sessão realizada na APPP é previamente planejada e estruturada. São desenvolvidos exercícios com os seguintes objetivos: melhorar postura, treinar marcha, aumentar equilíbrio estático e dinâmico, melhorar alongamento, fortalecer de membros inferiores e abdominais, estimular coordenação fina e ampla, estimular interação social, melhorar autoestima, estimular capacidades cognitivas, desviar o foco de atenção da dor e da doença, estimular receptores sensoriais, diminuir características depressivas. Todos os pacientes que já participaram das sessões referiram melhora motora e emocional.

            A APPP não tem palavras para descrever o quão importante e positivo é este trabalho desenvolvido, voluntariamente, pelo Projeto Amigo Bicho, e agradece, infinitamente, pela parceria e pelos benefícios trazidos por este maravilhoso projeto.

 A próxima sessão acontecerá no dia 26/03/2015 às 10:30. Todos os pacientes estão convidados a participar.
 

Eficácia do canabidiol

Estudo aponta eficácia do canabidiol em pacientes com Doença de Parkinson.

Pesquisa constatou ausência de efeitos colaterais após uso da substância. Descoberta abre nova possibilidade terapêutica, diz coordenador.
Uma pesquisa recente sobre o uso medicinal do canabidiol (CDB) mostrou que essa substância extraída da maconha pode ser eficaz no tratamento de pacientes com Doença de Parkinson.  Segundo o professor José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), um dos coordenadores do estudo, pela primeira vez, o grupo de voluntários que ingeriu cápsulas contendo canabidiol apresentou melhoras na qualidade de vida e no bem-estar.
O estudo foi publicado em outubro na revista "Journal of Psycopharmacology", da Associação Britânica de Farmacologia.
O CDB é uma substância canabinoide existente na folha da Cannabis sativa - a maconha - que, de acordo com pesquisadores, não causa efeitos psicoativos ou dependência. O elemento possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, ou seja, pode ter ação ansiolítica (que diminui a ansiedade), antipsicótica, neuroprotetora, anti-inflamatória, antiepilética e agir nos distúrbios do sono. “Queríamos ver o efeito do canabidiol nos sintomas motores, por isso realizamos um ensaio clínico com pacientes com Parkinson”, explica Crippa.
O Parkinson é uma doença neurodegenerativa que provoca tremores nas extremidades do corpo. Geralmente, 50% dos pacientes desenvolvem quadros de alteração cognitiva. “A pessoa altera a memória, a atenção, sofre efeitos de alteração motora na marcha, no equilíbrio. Além disso, 80% de pacientes com a doença adquirem depressão e transtorno comportamental de sono”, diz Crippa.
Durante seis semanas, a equipe monitorou 21 pacientes com Parkinson, divididos em três grupos - o primeiro recebeu 300 mg de canabidiol ao dia, o segundo 75 mg e o terceiro placebo (sem nenhum princípio ativo). Para que não houvesse influência psicológica e sim um efeito farmacológico eficaz, nem os pacientes, nem mesmo os médicos tinham conhecimento sobre quem estava tomando qual cápsula.
Um terceiro integrante da pesquisa numerou as substâncias e os dados foram cruzados apenas no final, quando foi constatada melhora no quadro dos pacientes que ingeriram canabidiol na dose de 75 mg, e ainda melhor na dose de 300 mg. “O mais importante é que o medicamento não apresenta efeito colateral, ao contrário dos já utilizados”, afirma Crippa.
Conforme o professor explica, as drogas atualmente usadas no tratamento da doença causam efeitos colaterais negativos, como a chamada discinesia tardia, que são movimentos repetitivos involuntários de extremidades, e movimentos da língua e mordidas nos lábios, além de sintomas psicóticos, como escutar vozes, ter delírios e mania de perseguição.
De acordo com o pesquisador, a descoberta abre uma nova possibilidade terapêutica para o Parkinson, especialmente em casos refratários e mais graves, como quando a doença se manifesta na juventude, com a tendência de progredir de forma rápida e severa. “O canabidiol tem se mostrado eficiente para todas essas comorbidades. Seria a droga ideal”, afirma o pesquisador.
Viabilização
Segundo Crippa, o canabidiol deve ser regulamentado muito em breve e provavelmente até o final deste mês o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irão classificá-lo.
O professor acha importante ressaltar que o canabidiol não é maconha, é apenas uma substância presente na planta. Ele afirma que para evitar qualquer tipo de equívoco a respeito de sua aplicação um site sobre o assunto será lançado em breve. “Não existe maconha medicinal e sim substâncias medicinais. A maconha fumada invariavelmente traz danos à saúde. O uso crônico, principalmente de adolescentes, causa danos cerebrais e aumentam em 370% a chance de desenvolver esquizofrenia”, alerta.
Fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/10/estudo-aponta-eficacia-do-canabidiol-em-pacientes-com-mal-de-parkinson.html
 

Estimulaçāo Cerebral Profunda

novo copy

 

Novas tecnologias para combate a Doença de Parkinson

parkinson

 

USUÁRIOS ONLINE

Nós temos 3 visitantes online

INFORMATIVO

APPP - Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo - 2013